//CCS: fatores que influenciam no aumento das células somáticas do leite

CCS: fatores que influenciam no aumento das células somáticas do leite

Contagem de CSS alta? Descubra como controlar a taxa de células somáticas conhecendo os fatores de risco!

 

Acompanhar a contagem das células somáticas (CCS) da sua produção é de extrema importância. São estas informações que indicamcomo está a saúde dos úberes do rebanho e a eficácia do manejo no controle da mastite, além de interferir diretamente na qualidade do leite produzido.

E para saber como agir quando a contagem da CCS atingir ou ultrapassar os limites aceitáveis é fundamental conhecer os fatores que geram esses resultados, inclusive em animais saudáveis. Por isso, preparamos um guia para você entender melhor o que está pode estar causando o aumento da CCS no seu rebanho e o que fazer para salvar sua produção!

Infecção na glândula mamária:este é um dos fatores que mais afeta a CCS do leite. Uma vaca sofrendo com alguma infecção intramamária, como a mastite, sempre apresentará resultados superiores na quantidade de CCS do que um animal saudável.

A relação direta entre a infecção e as células somáticas se dá porque os microrganismos patógenos invadem um quarto do úbere e passam a se multiplicar. O organismo da vaca então responde aumentando o número de células de defesa para combater a infecção.

Muitas vezes a ação destas células consegue deter a infecção, eliminando os microrganismos infectantes. Porém, algumas vezes ocorre apenas uma redução no número de microrganismos, o que faz com que a CCS diminua por um tempo, mas volte a apresentar números altos logo depois, pois o processo de multiplicação dos microrganismos que não foram eliminados recomeça, o que resulta em maiores perdas de produção de leite.

 

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Idade do animal:vacas mais velhas também têm mais chances de produzir leite com CCS mais elevado. O que ocorre é que uma vaca mais velha teve mais processos de ordenha, prolongada exposição aos agentes patógenos, menor resposta imune ou a evolução de casos crônicos. Porém, mesmo os animais de mais idade, se nunca apresentaram infecções intramamárias antes ou nenhuma outra lesão nos tetos, provavelmente continuarão a produzir leite de qualidade.

Estágio de produção: em casos em que o animal não apresenta mastite clínica ou subclínica, a variação da CCS apresenta índices mais elevados após o parto e diminui com 50 dias de lactação. Ao fim da lactação também é normal haver novamente um aumento na CCS devido à concentração do número normal de células somáticas em um menor volume de leite.

Porém, sempre existe a possibilidade da vaca se infectar durante a lactação, o que resultará em um aumento na CCS em relação aos animais saudáveis no mesmo estágio de produção.

Método de amostragem e hora da ordenha: a contagem da CCS também pode variar conforme o método de amostragem. Os números normalmente são menoresantes do início da ordenha e maiores no final do processo. Amostras coletadas na ordenha da tarde também podem apresentar CSS maior que em amostras coletadas na ordenha da manhã. Isso significa que amostras compostas devem ser obtidas a partir do leite das duas ordenhas (manhã e tarde). Ainda podem ocorrer variações diárias na CCS de uma vaca, o que se explica por flutuações na produção, estresse e eliminação espontânea de infecções.

Microorganismo causador: o tipo de agente causador da infecção intramamária também é um fator que afeta os números da CCS. No caso de microrganismos contagiosos, como o Staphylococcus aureus, antes da ocorrência de um caso clínico a CCS é normalmente mais alta em comparação a média normal durante a lactação. Após o caso clínico ser resolvido, os números da CCS ainda permanecem elevados por um longo período e podem demorar a baixar, principalmente em vacas que já tiveram mais de dois partos. Em muitos casos, a situação pode ser subclínica e sem sintomas aparentes, durante um longo período antes da ocorrência de sintomas clínicos.

Mas no caso de microrganismos de origem ambiental, como o Escherichia coli, a CCS normalmente é baixa antes da ocorrência de um caso clínico, sendo praticamente igual ao nível de animais saudáveis. Após a resolução do caso clínico, a CCSreduz de forma bastante rápida.

Condições ambientais: ambientes e objetos em condições precárias de higiene facilitam a proliferação de microrganismos, ainda mais em climas quentes e úmidos, o que deixa as vacas expostas a possíveis casos de infecções.

O estresse térmico também irá apresentar impacto negativo sobre a saúde da glândula mamária com a diminuição da capacidade imune das vacas. Devido ao calor e umidade, podem ocorrer aumentos em mais de 100.000 cél/ml quando comparados climasmais frios e secos.

Para garantir a sanidade dos animais e uma taxa de CCS controlada, é necessário não só as informações acima e o uso de práticas tradicionais de controle da mastite, como pré-dipping, pós-dipping,regulagem e manutenção do maquinário em dia e correto tratamento dos casos clínicos, mas vários outros fatores influenciadores devemos ter atenção, como a adoção de uma dieta adequada,condições do ambiente de lazer e descanso, higiene do ambiente, controle de doenças de cascos, manejo adequado durante a ordenha, redução de estresse, entre outros.

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Depois de ler tudo isto, você provavelmente percebeu que a higiene é uma das peças-chave no controle da CCS, certo? O uso de produtos de qualidade também influencia na garantia de uma limpeza eficiente e econômica. Confie em uma marca que garanta alto padrão em higiene na hora da ordenha: venha conhecer a gente clicando aqui.

 

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De |2019-05-21T14:03:02+00:00maio 20th, 2019|Notícias|0 Comentários

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